
O Vampirotradução Jamil Almansur Haddad
Tu que, como uma punhalada,Entraste em meu coração triste;Tu que, forte como manadaDe demônios, louca surgiste,
Para no espírito humilhadoEncontrar o leito e o ascendente;- Infame a que eu estou atadoTal como o forçado à corrente,
Como ao baralho o jogador,Como à garrafa o borrachão,Como os vermes a podridão,- Maldita sejas, como for!
Implorei ao punhal velozQue me concedesse a alforria,Disse após ao veneno atrozQue me amparasse a covardia.
Ah! pobre! o veneno e o punhalisseram-me de ar zombeteiro:"Ninguém te livrará afinalDe teu maldito cativeiro.
Ah! imbecil - de teu retiroSe te livrássemos um dia,Teu beijo ressuscitariaO cadáver de teu vampiro!"




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