sábado, 8 de setembro de 2007

ESTÁS JUNTO Á TI




Se abrir meu peito com um punhal
verás quão negro é meu sangue
A dor, a amargura,
Apodreceram minh’alma
Meu sangue é o reflexo do meu espírito:
Consumido pelas chamas negras do inferno
Há quem acredite em Deus?
Dizem que Ele é poderoso,
Protege todos - a mim não!
Oh! Simples mortais, se agarram a tudo
Para fugir da realidade
Quem é Deus?
O que é Deus?
Não me diga que é o centro do universo!
Quem governa o mundo!
Eu não creio em Deus,
Na inocência, no pecado, no perdão!
Eu não creio na vida...
Ela não me é verdadeira, nem bela
Ela é fétida e escura
Deus, Deus... Diga-me onde estás?
Se existisse não me deixaria em tamanha desgraça
Por que não Consumistes minh’alma?
Por que Levastes quem tanto amei?
Por quê?
Quem é Você pra me tirar a felicidade?
Que Você pensa que é?
Você me enoja Você não é nada!
É um Deus amargo, infeliz
Que leva a felicidade dos outros
E Se satisfaz com a desgraça em que os deixa
Você me tirou tudo!
O único ser a quem eu entreguei o meu amor,
A criatura mais linda, Você me levou...
Me diz quem é você?
Ser medíocre, hipócrita, sem caráter, sem alma!
Sem coração...
Vamos Leve a mim também!
Abra meu peito, veja meu sangue:
Negro...
Conte quantas lágrimas chorei!
Quantas vezes te amaldiçoei!
Diz-me o que é certo, o que é pecado
Me diz por que Você levou minha felicidade
Onde Você mora?
Em um céu negro, escuro, nojento como Sua alma!
Como o meu sangue, minha dor,
Meu desespero, minha angústia, minha desgraça!
Diz-me o que fiz de errado?
Amar?
Isso é tudo o que fiz!
Há algo errado em amar?
Diz-me?
E enquanto sua resposta não chega,
Vago na noite a cantar:
"Deus, onde mora a felicidade
Em meu peito só há saudade
E me diz
Por que a dor não vai embora?
Quando a luz chegar a chuva chora
E me diz
Que quem tanto amei partiu
E estás junto á Ti..."

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